AA - Novas Crónicas Lagóias - António Martinó
«Novas Crónicas
Lagóias» de António Martinó de Azevedo Coutinho
Os serviços Centrais do Instituto
Politécnico de Portalegre acolheram a apresentação do último livro de António
Martinó de Azevedo Coutinho, «Novas Crónicas Lagóias», no passado dia 24 de
Maio, um volume com mais de duas centenas e meia de crónicas, uma obra que vem
no seguimento de uma outra intitulada «Crónicas Lagóias – Um auto-retrato e
Outros Instantâneos», ambas integradas na «Colecção Largo da Sé», da
responsabilidade do IPP.
Sala nobre, uma plateia
interessada, e a sessão começou com a intervenção de Albano Silva,
ex-presidente do IPP, que saudou os presentes, historiou o processo que
conduziu à concretização deste projecto, agradeceu o contributo da Sociedade Musical
Euterpe e em palavras simples fez um elogio ao Autor.
Seguiu-se um momento musical a
cargo de duas flautistas da Sociedade Musical Euterpe, Joana Mota e Lurdes
Feiteirona, que interpretaram duas peças.
Tomou a palavra o Presidente do
IPP, Luís Loures, que falou da importância da ligação de António Martinó àquela
Instituição, desde a sua fundação até que se aposentou, não deixando de referir
o legado deixado pelo Autor e antigo professor, e que permanece vivo, como
património da sua história.
O vice-presidente da CMP, Rui
Perestrelo, em palavras breves enalteceu a vida e a obra de António Martinó,
falou da forte ligação que o Autor teve e mantém com Portalegre, e agradeceu o
contributo à cultura que ao longo de décadas tem sido prestado por um dos filhos
dilectos da cidade.
O prefácio da obra foi escrito por
João Miguel Tavares, um portalegrense que prefaciara a anterior, e que fez
questão, como disse, de estar presente naquele momento de grande importância
para a Cultura em Portalegre e como forma de homenagear o Autor.
Começou por remeter os presentes
para a leitura do prefácio, e falou da arte de saber envelhecer e da alegria de
viver de António Martinó, do facto de estar vivo e de bem com a vida, pese
embora as vicissitudes por que tem passado, referiu que o Autor continua a
viver espantado por estar vivo e curioso pelo que o cerca. Nunca o imaginava
fora de Portalegre, mas presentemente tem como que uma segunda vida em Peniche,
terra que tão bem o acolheu. Terminou congratulando-se pelo facto de António Martinó
chegar a esta idade, 91 anos feitos no primeiro dia de 2026, desta forma,
física e intelectual.
Coube a Mário Casa Nova Martins,
fazer a apresentação formal da obra. Começou por fazer breve referência às
anteriores ‘crónicas’ e resumiu o conteúdo das ‘novas crónicas’. Recordou os
dois prefácios de João Miguel Tavares, e resumiu os textos contidos nas duas
obras, um de Nuno Oliveira, que ao tempo era o presidente do IPP, e o do
actual, Luís Loures.
Em seguida falou das outras obras
escritas por António Martinó, como Amicitia – Grupo Cultural de Portalegre», a
obra biográfica do Avô «José Cândido Martinó, Uma Vida Desenhada pela Banda» e
da autobiografia do Autor «Plutão, a BD & eu», estas últimas um díptico
sobre Portalegre de grande importância documental e histórica. E termina
afirmando que Portalegre tem uma dívida de gratidão para com António Martinó,
que com dedicação e bravura sente e vive a sua terra natal.
O Autor começou a sua intervenção
com os agradecimentos a Albano Silva, pela amizade e pelo empenho pela edição
da obra, a Luís Loures pela forma como o recebeu e pelas palavras que proferiu,
a Rui Perestrelo pela presença, a João Miguel Tavares pelo prefácio, por uma
amizade de longos anos e pelas palavras que proferira, ao apresentador também
pela amizade e estima pessoais, e fez questão de agradecer a sempre
disponibilidade de Margarida Silva na coordenação dos dois livros de
‘crónicas’.
Lembrou os jogos de basquetebol,
onde também participavam Albano Silva e Artur Ribeiro, que também estava
presente, as suas corridas pedestres em Portugal e no estrangeiro, historiou a
sua ida de Portalegre para Peniche e referiu a importância do seu blogue «Largo
dos Correios».
Recorda a sua ida a Lisboa à
apresentação do último livro de João Miguel Tavares, dizendo ser seu leitor
assíduo, concordando ou discordando dos seus textos no jornal ‘Público’, e
convidando JMP para prefaciar as, como disse, «Novíssimas Crónicas Lagóias»,
que espera um dia editar.
Comunicou um trabalho que tem nos
prelos ligado a Peniche, história da Sociedade Recreativa Penichense, e referiu
que aquela Sociedade tinha dois momentos altos, o Baile de Carnaval e o Baile
de Fim de Ano, onde a portalegrense Orquestra Ferrugem chegou a actuar.
Evocou o Largo da Sé do seu tempo
de meninice, afirmou o orgulho de ter passado pelo IPP, de ter sido vereador da
CMP na década de sessenta do século passado e assessor cultural nos mandatos de
João Transmontano, falou da importância de António Ventura e Aurélio Bentes
Bravo na sua vida cultural, das revistas «A Cidade» e «Miradouro» da qual foi
director e do jornal «Fonte Nova».
Lembrou que com 12 anos participou
na sede dos Bombeiros Voluntários numa exposição de ‘novos artistas’ e lembrou
as lições de desenho que teve na sala onde se realizava a apresentação, dadas
pelo prof. Renato Torres. Recordou a pintura de cenários para peças teatrais no
Crisfal e voltando ao IPP recordou Mário Ceia e principalmente António Maria de
Sousa, Rui Canário e Isabel Cottinelli Telmo. Falou com grande carinho de
Francisco Fortunato Queiroz, amigo e colega, e afirmou ter sido Fortunato
Queiroz quem o projectou na escrita.
Entregou uma pen com material para o projecto «Identidade e Memória (Monografia
Aberta e Cronologia Dinâmica») pelo qual Bentes Bravo sé responsável, e que
conta com o apoio do IPP através do Centro de Investigação CARE. Referiu que a
cultura é uma arma de progresso.
Viveu os 400 anos da elevação de
Portalegre a cidade, celebrações que foram um motor de progresso, mais do que
um depósito de memórias, um projecto de futuro para a cidade e região. E agora
lembra que em 2050 se irão celebrar os 500 anos, uma data que merece ser
celebrada com a maior solenidade.
Terminou referindo que a projecção
a nível nacional e internacional que o IPP tem hoje se deve à pessoa do seu
presidente.
«Novas Crónicas Lagóias» fica como
um marco na cronística portalegrense.
Nova apresentação da obra terá lugar em Peniche.
.png)



















.png)




















